Comunidade Cristo de Betânia:NaturezaA Comunidade Cristo de Betânia é um Nova Comunidade de Vida Contemplativa e Missionária.
Como Nova Comunidade, integra cristãos de todos os estados de vida, capazes de contribuírem para a realização dos seus objectivos. Por isso, podem ser membros da comunidade Cristo de Betânia cristãos católicos, maiores de 18 anos, que o solicitem ao moderador e que apresentem condições físicas, psíquicas, morais e espirituais que permitam a prossecução dos fins estatutários (Est.artº.11º1). Podem ser cristãos celibatários, consagrados ou não, sacerdotes e casais (artº11º, 2-3) e surge ao seu serviço da Igreja aberta aos homens do nosso tempo e para lhes anunciar Jesus Cristo no contexto da cultura pós racionalista: cultura tecnocrata feita de homens fora de Deus, sofrendo as consequências psico-espirituais da sua ausência. Igreja em busca da resposta a apresentar-lhes Jesus Cristo através de uma Nova Evangelização. Os carismas da Comunidade Cristo de Betânia têm pois a ver com esta situação dos homens e da Igreja hoje:
ObjectivosOrigem:Do ponto de vista da fonte, todos os grupos, movimentos e Comunidades existentes na Igreja brotam da Fonte da Água Viva, que é o Espírito Santo. O grupo de oração Carismática de Braga, foi o lugar em que o Espírito Santo soprou suavemente, a partir dos anos 80, para fazer nascer uma Comunidade Nova na Igreja em Portugal. Pelos anos 85 a Comunidade Cristo de Betânea existia já, como comunidade de Aliança e assegurava a coordenação e formação dos grupos de Oração Carismática na Diocese de Braga, serviço do qual se desligou em seguida para se tornar Comunidade de vida consagrada e missionária.
Carismas:Contemplação -Feitos por Deus e para Ele, só n’Ele repousaremos. Daí o desabafo do salmista que é o nosso também: como o veado anseia pelas águas Vivas assim minha alma anseia por vós Senhor. Por transbordância do encontro com Deus, brota o desejo de O anunciar, de O comunicar. Vem então o nosso empenhamento em Igreja na Nova Evangelização, o objectivo específico da Comunidade Cristo de Betânea.
O anúncio de Jesus ressuscitado, com novo ardor supõe a nossa entrega sem reservas ao Pai e a abertura total à acção do Espírito Santo, Senhor que unge para a Missão, dando-nos novo ardor. Este só é possível através de uma vida eucarística e contemplativa, [art. 1.º-1]. A Eucaristia celebrada e adorada, a busca de Deus através da natureza e do silêncio que proporciona o encontro reconfortante com Ele e com os outros, tudo isto encerra o segredo de um novo ardor para a Missão. A beleza das celebrações é também importante. Facilita-nos o encontro pessoal com o Deus Belo que nos alimenta com a Sua beleza e nos permite saborear antecipadamente a sua presença no face a face,
Missão - instrumento de uma Nova Evangelização, tal como o Papa João Paulo II a define particularmente na Encíclica Redemptoris Missio, exige de nós um novo ardor, novos métodos e novas estratégias de anúncio e ainda que estejamos preparados para proporcionar ajuda na formação a todos quantos dela necessitarem e junto de nós a procurarem.
O nome: Porquê Cristo de Betânia?Um dia teve de vir o nome. E é de crer que ele tem algo a ver com os carismas desta Comunidade. O nome não foi sempre o mesmo... O primeiro nome foi Betânea. E porquê este nome? No início da nossa caminhada fraterna, numa reunião para esse fim, pedimos ao Senhor que nos desse o nome. Abrimos uma carta de uma de um jovem seminarista que connosco fazia parte da equipa de coordenação dos grupos de Oração e se interessava também pela comunidade, o João Manuel Marinho, que não podendo estar nessa reunião sentia necessidade de nos dizer que o nome deveria unir a acção à contemplação. Eu sentia o mesmo. Abrindo então a Bíblia e foi-nos dada a passagem de Jesus na casa dos Seus amigos, em Betânia. Lemos, rezámos, e Betânea ficou sendo o nome desta comunidade nascente...Do hebraico, Betanea quer dizer "casa do pobre" Do pobre de Yavé, aquele que está aberto a Deus. Nesta Casa do Pobre éramos chamados a viver a contemplação como Maria, a acção como Marta e a compaixão como Jesus por Lázaro. Esta compaixão deveria ser vivida no interior da comunidade, de uns para com os outros e de todos e cada um para com todos os que nos procurassem, ou a quem encontrássemos em qualquer lado e situação.
Mas todas as vivências e interpelações de Deus nos foram conduzindo ao ajustamento do nome da Comunidade. Por um lado, fomos sentindo na nossa caminhada que a tónica deveria ser posta no Cristo de Betânia, que devia ser o nosso modelo e hóspede e não apenas em Betânia, terra à qual se liga o nome da casa de Marta e Maria amigos de Jesus. E por outro lado o nome devia traduzir o apelo a uma espiritualidade e missão de esperança, na qual o Espírito Santo nos ia educando até pelo acolhimento aos que sofrem. Esta tónica deveria viver-se também através da liturgia enquanto ensaio feito por anticipação na terra, na esperança da liturgia celeste. Mas não se poderá falar de nome novo se não de uma luz nova sobre o nome.
Cristo de BetâneaA vivência e reflexão sobre os textos relativos aos episódios havidos com Jesus em Betânea, no desempenho da Sua Missão de anúncio do Amor do Pai aos homens, sugere-nos a orientação da centralidade da nossa vida para o Cristo de Betânea. A nossa missão teria de ser procurada na própria missão de Jesus. Jesus anuncia-a directamente em S. Lucas 4,18: Ele apresenta-se na Sinagoga como o Ungido pelo Espírito Santo com a missão de “ Curar os doentes, libertar os oprimidos, colocar liberdade os cativos anunciar a Boa Nova aos pobres. No cumprimento da Sua Missão, na aldeia de Betânea a casa da Marta, Maria e Lázaro desempenha grande papel: é lugar em que Jesus passou alguns momentos importantes. Esses momentos vividos em Betânea revelam-nos aspectos significativos da pessoa de Jesus e da Sua Missão: Em Betânea, junto dos Seus amigos, Jesus encontrava a Sua própria casa: Aí podia repousar do cansaço da Missão: Aí encontrava acolhimento e também aí se revelou Ele mesmo acolhedor. Aí encontrava amor sincero, comunhão fraterna. Aí comungou os sentimentos e o apoio em família, ao ponto de se compadecer das dores das irmãs pela partida de Lázaro. Aí manifestou o Seu poder e missão de dar vida, ressuscitando Lázaro. Aí foi servido, contemplado e consolado por Marta, Maria e Lázaro. Daí, de Betânea, segundo S. João, partiu para Jerusalém para, depois da última Ceia com os doze, se entregar ao Pai na Cruz e voltar novamente à vida pela Sua ressurreição no dia de Páscoa. Foi também em Betânea, que, na descrição de S. Lucas, Jesus ressuscitado reuniu os onze e os abençoou, enquanto subia para o Céu (Lc 24, 50-51). Por isso Jesus, visto como o Cristo de Betânea, nos comunica muito de Si mesmo: da Sua pessoa, da Sua vida e da Sua missão. Por isso, contemplá-Lo e segui-Lo como Cristo de Betânea é um desafio apaixonante! Encontramos assim uma forma muito concreta de O seguir na vida de santidade, em comunhão fraterna e na missão de O anunciar a que todo o cristão é chamado.
Nossa Senhora da EsperançaE porque o nosso empenhamento na Igreja, nos leva ao empenhamento na missão para que se apresse a segunda vinda de Jesus esta toda a sua Glória, ele coloca-nos numa forte perspectiva escatológica: O advento - Esperança na segunda vinda de Jesus, aproximou-nos muito de Nossa Senhora, como Senhora como Senhora da Esperança- do Advento. Maria viveu em advento no meio do povo Judeu, a esperança do Reino. E quando escolhida para Mãe de Jesus consolidou ainda na esperança, a esperança desse povo. Assim se nos apresentava como modelo da esperança a que éramos chamados. Ela era e é para nós, a Senhora da Esperança. Neste entretecido de experiências, a sabedoria do Espírito Santo iluminando-nos, fez-nos sentir que Nossa Senhora estava próxima de nós, nos amparava e era, sem dúvida, a nossa grande protectora e modelo da esperança que desejávamos viver e comunicar, sobretudo aos sem esperança... neste mundo frio onde Deus conta pouco mais que uma vaga ideia.
Por consequência, sentindo vontade de expressar este lugar que Nossa Senhora na vida da Comunidade, pensámos que o nome deveria mudar a tónica para o Cristo de Betânea, que devia ser o nosso modelo e hóspede e não apenas em Betânea e em Nossa Senhora da Esperança. Hoje o nome tem só a primeira parte, Cristo de Betânia... apenas por razão de funcionalidade: um nome mais pequeno. Nossa Senhora não se iria aborrecer connosco se retirássemos a segunda parte do nome que lhe dizia respeito, já que isso nada significaria para o lugar que Ela ocupava e ocupa na Comunidade Cristo de Betania e na nossa vida. Ela vira todos para Jesus: Fazei tudo o que Ela vos disser… E assim foi. O certo é que sempre sentimos bem a protecção de Nossa Senhora da Esperança, a quem todos os dias a invocamos e nos confiamos, com todos aqueles sem número de irmãos que nos pedem oração!
Nosso Conselheiro Espiritual:Monsenhor Joaquim Morais, actual Reitor da Basílica do Sameiro,
MembrosEm Comunidade de Vida residencial, esta Comunidade integra irmãos consagrados e os servidores: solteiros, casados, viúvos e separados desde que isso se passe segundo as normas da Igreja. Entre irmãos e servidores encontram lugar também Sacerdotes e Diáconos.
Membros externos:Mas a Comunidade Cristo de Betânea, segundo o seu Estatuto de Nova Comunidade, congrega e apoia os que se sentem chamados a comungar a espiritualidade e os objectivos da CCB, e a colaborar, cada qual segundo os dons e disponibilidade, nas tarefas de evangelização. O grau de pertença e compromisso vincula de forma própria aqueles que se comprometem na Comunidade Cristo de Betânea a:
*Viverem uma espiritualidade centrada na Eucaristia o Louvor e na Adoração do SSmo Sacramento
*Levarem a Boa Nova da esperança aos homens do nosso tempo logo através do «espírito de intercessão, de forma particular àqueles que sofrem, tendo como protectora Nossa Senhora da Esperança.
Estes, vivendo em suas casas, casados solteiros viúvos ou separados, mas de acordo com as normas cristãs, fazendo os compromissos evangélicos segundo o seu estado de vida, constituem a área da Aliança Cristo de Betânia, da mesma comunidade, como membros companheiros: alimentam-se do mesmo pão da Palavra e da Eucaristia, em compromisso de vida espiritual e de evangelização na mesma Comunidade. Assim colaboram nas Tarefas de Evangelização organizadas pela Comunidade.
Alguns destes membros podem vir a consagrar-se ao Senhor na Comunidade.